Procura por imóveis comerciais prontos para uso é considerada tendência

Procura por imóveis comerciais prontos para uso é considerada tendência

A procura por imóveis comerciais prontos para uso é considerado uma tendência mesmo neste período de pandemia. Mesmo com medidas restritivas contra a propagação do novo corona vírus, as aquisições deste tipo de estrutura continuam e devem permanecer após o final deste estado de alerta para a Covid-19.

Internamente, podem ser comprados até componentes como móveis planejados e ar condicionado central. De acordo com o diretor da Cibraco Imóveis, Sidney Axelrud, a oportunidade é atrativa para alguns tipos de públicos, como empresas que cresceram na pandemia, empreendedores que conseguiram iniciar um projeto e precisam de instalação apropriada, e também as pessoas que desejam se prepara para a retomada que virá com o final da crise sanitária.

“A grande vantagem é que esse tipo de imóvel já estruturado permite para que as mudanças sejam feitas imediatamente, sem necessidade de obras e reformas. É só se instalar e começar a trabalhar, ganhando tempo e evitando despesas”, explica Sidney.

Fonte: Paraná Portal 

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Mercado Imobiliário está vivendo um “miniboom”

Estamos vivendo um miniboom no mercado de imóveis, diz CEO de imobiliária de luxo

Segundo CEO da Bossa Nova Sotheby’s Internation Realty, Marcello Romero, estamos experimentando é um miniboom.

Devido a um alinhamento favorável de acontecimentos, como juros baixos, disponibilidade de crédito e revalorização e revalorização do papel da moradia, que veio com a pandemia, provocou um miniboom no mercado imobiliário, segundo Marcello Romero. Na sua avaliação, o movimento foi acentuado no segmento de alto padrão. O executivo acredita que esse miniboom seja sustentável, mas alerta que um fator de risco é a forte pressão inflacionária que há no setor e os efeitos sobre lançamentos. A seguir, os principais trechos da entrevista.

Qual é a sua avaliação do mercado, de uma maneira geral?

 O que estamos experimentando é um miniboom. Ele está ocorrendo porque reunimos condições muito interessantes para a retomada da compra de imóveis. Nos últimos anos, entre 2015 e 2019, passando por um período complicado. A taxa básica de juros, a Selic, na casa dos dois dígitos fazia com que as pessoas deixassem o dinheiro aplicada na renda fixa, com praticamente zero de risco. Além disso, havia bastante incerteza, impeachment, greve dos caminhoneiros. Todos esses fatores seguraram o mercado durante o período.

E o que mudou? 

A taxa básica de juros caiu para 2% ao ano, o piso histórico, e o credito imobiliário acompanhou. Com isso, deixar o dinheiro aplicado na renda fixa passou a não ser bom negócio. Inclusive, com os juros do crédito imobiliário baixos, as pessoas começaram a repensar se vale a pena alugar uma moradia ou adquirir um imóvel. Muitas vezes a prestação do financiamento é menor do que o valor do aluguel.

Nesse cenário de juros baixos, qual foi o efeito da pandemia? 

A pandemia fez com que as pessoas repensassem o seu modo de viver e a moradia mesmo com toda a incerteza que ela provocou. Com isso, a demanda pela compra de imóvel começou a se mostrar maior do que a oferta. Além disso, há crédito imobiliário e juros são baixos. Houve um alinhamento de fatores que permitiu a retomada do mercado mesmo num cenário de pandemia.

Esse movimento foi acentuado para os imóveis de maior valor? 

Sim. A oferta não cresceu nos últimos anos para esse segmento. Por causa da crise, as incorporadoras focaram os lançamentos no segmento intermediário. Também há uma dificuldade gigantesca no segmento de alto padrão para formar áreas. Levam dois, três, quatro, até oito anos para colocar um empreendimento desse porte de pé. Há escassez de terrenos. No caso de condomínios de campo de alto padrão a 100 quilômetros de São Paulo, não há novos empreendimentos, por conta de encontrar uma área adequada, comprar a terra, aprovar o projeto, obter a licença ambiental. Por casa da pouca oferta desse tipo de imóvel, os preços aumentaram assustadoramente. A alta foi de 300% no último ano.

Esse miniboom se sustenta? 

Sim. Mesmo que houver uma escalada gradual dos juros básicos, a previsão é que a Selic chegue ao final do ano entre 5% e 6%. O crédito imobiliário deve acompanhar essa subida de forma gradativa. Não vamos ter de volta juros na casa de dois dígitos. O dólar médio deve permanecer cotado entre R$5,20 e R$5,30. Nesse cenário, o mercado imobiliário continuará sendo uma oportunidade e deve se manter aquecido, especialmente o segmento de alto padrão.

Qual o fator de risco? 

Um ponto de atenção é a inflação do setor. O índice que mede a inflação da construção civil, o INCC, está bastante pressionado. Por causa dessa pressão, os incorporadores estão revendo as estratégias de lançamento, na expectativa de que, com o avanço da vacinação, a indústria de insumos volte á normalidade e a pressão inflacionária diminuiria.

Fonte: O Estadão de São Paulo. 

 

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